Portugal 2020. Projetos com nota “Bom” têm financiamento

O Portugal 2020 volta a afastar-se do antigo Qren para beneficiar as empresas com bons projetos. Num programa de apoio onde a internacionalização e a criação de emprego terão sempre privilégio, os serviços foram avisados para que deem luz verde a todas as candidaturas de valor superior a 3,5 pontos numa escala de 0 a 5.

Numa proposta de deliberação a que o Dinheiro Vivo teve acesso, o Governo lembra que “nada justifica adiar investimentos com mérito, enquanto houver dotação financeira disponível no âmbito do sistema de incentivos”. O mesmo é dizer que todas as empresas a concurso neste sistema cujos projetos tenham uma avaliação de “Bom” ou mais serão financiados.

“Se um projeto for bom não há razão para que não haja dinheiro”, garantiu ontem Manuel Castro Almeida, secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, lembrando que “numa escala de 0 a 20 todos os projetos com 14 ou mais têm garantia de financiamento”.

“Há procura e bons projetos”, diz Pedro Gonçalves, secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, assumindo a máxima de “deixar de investir em tijolo para investir em miolo”. No fundo, no setor produtivo e na criação de valor acrescentado. “Queremos fazer um choque de investimento para acelerar o crescimento e a criação de emprego”.

No total, o sistema de incentivos para as empresas envolve 3778 milhões de euros, valor que não inclui instrumentos financeiros. Desta verba já estão em concurso 1374 milhões, que correspondem a 36% do total. Quando, em setembro do próximo ano, se atingirem os 70% previstos, o valor subirá para 2610 milhões.

“Não estamos insatisfeitos com a execução atual mas queremos melhorar”, disse Castro Almeida, sublinhando, mais uma vez, que “os bons projetos não serão rateados”. Esta máxima vale tanto para novos concursos como para outros já a decorrer.

Esta maior abertura na atribuição das verbas consoante o valor da candidatura é exclusiva do Sistema de Incentivos criado especialmente para dinamizar a economia. No entanto, “em casos excepcionais pode a autoridade de gestão do programa operacional em causa propor (…) regra diferente da prevista no número anterior”, refere a deliberação enviada aos serviços.

1200 milhões aprovados

No total do novo quadro comunitário de apoio, Portugal já viu aprovadas 2969 candidaturas num universo de mais de 24 500 projetos levados a concurso. O valor das candidaturas já aprovadas corresponde a um total de investimento de 1988 milhões de euros, valores de final de agosto. Nessa altura estavam abertos 450 concursos.

O Governo sublinha a forte participação das pequenas e médias empresas na corrida pelos fundos comunitários e da maior aposta em projetos de indústria transformadora.

Os últimos números conhecidos mostram que o setor secundário é mesmo o que representa uma maior parcela de aprovações no âmbito do programa Compete 2020, representando mais de 80% dos projetos já aprovados. As PME são as empresas que mais têm aproveitado o novo pacote de fundos comunitários.

O Governo, que formou uma Comissão Interministerial de Coordenação (CIC) para o Portugal 2020, pretende que até setembro do próximo ano sejam colocados a concurso 70% dos fundos disponíveis até 2020. O objetivo é evitar uma acumulação nos últimos anos do quadro comunitário de apoio como aconteceu com o Qren, que só agora está a terminar. Mas este valor é apenas “virtual” uma vez que se os projetos assim o justificarem as verbas podem ficar decididas mais cedo.

Castro Almeida já tinha sublinhado anteriormente que os dois primeiros anos de Portugal 2020 serão os mais intensos. 2015 corresponde ainda ao último ano de atribuição do Qren e, por isso, a uma libertação de recursos para maior facilidade na análise e aprovação de projetos. A nova deliberação não significa, por isso, que os prazos de análise venham a ser prejudicados, justificaram os governantes. O Governo quer também que não haja verbas para executar depois de dezembro de 2020, de modo a evitar excepções recorrentes no último programa.

Fonte:

As 50 maiores empresas portuguesas têm pouca exposição na Internet

As maiores empresas cotadas na Euronext Lisbon estão muito menos presentes na Internet do que as congéneres internacionais, concluiu um estudo sobre a reputação empresarial na Internet que a consultora de comunicação Imago-LLorente e Cuenca apresentou hoje. De acordo com o estudo, das 50 maiores cotadas no mercado português, 57% não tem página na rede social Facebook, 76% não tem um canal no Youtube, e 73% está fora do serviço de mensagens curtas do Twitter.

Do total dos referentes internacionais utilizados no estudo, 85% já tem pelo menos espaço próprio no Facebook, só 17% não gere um canal próprio no Youtube e 23% não tem canal no Twitter. Quanto à visibilidade, ainda segundo o estudo, só as sociedades anónimas desportivas do Porto e do Sporting marcam presença na lista das 20 empresas mais visíveis na Internet, em 11.º e 19.º lugar, respectivamente. O trabalho conclui ainda que 37% das 50 maiores empresas cotadas na Euronext Lisbon têm pelo menos um resultado negativo nos primeiros 20 resultados do motor de busca Google.
Na apresentação do estudo, e destacando a importância da presença das empresas portuguesas na Internet, Carlos Matos, director-geral da Imago-LLorente e Cuenca, sublinhou a importância da gestão da reputação no momento actual da economia portuguesa.
“A reputação é uma peça decisiva para o futuro da economia portuguesa e dos seus agentes e empresas, em particular”, realçou. A análise da Imago-LLorente e Cuenca debruça-se também sobre o papel dos responsáveis pelas maiores cotadas portuguesas, referindo que, quanto à notoriedade, 55% dos gestores portugueses têm um resultado negativo nos primeiros 20 resultados da pesquisa no Google.
As buscas no Youtube revelam ainda, segundo a consultora, que 37% dos gestores vêem o nome associado a um resultado negativo, sendo as referências sobretudo neutras ou não existentes no Facebook ou no Twitter.
Os gestores de empresas do sector da comunicação social são, em Portugal, os que têm maior visibilidade na Internet, “em alguns casos com mais expressividade que as empresas que representam”, diz a análise, enquanto no Youtube são os executivos do sector desportivo que ganham o campeonato da notoriedade, no Facebook vencem os gestores do sector de telecomunicações e tecnologias de informação.

Empresas ainda usam tecnologia com desconfiança

As empresas portuguesas ainda estão numa fase “emergente” na adoção de tecnologias de informação, apesar da elevada penetração de smartphones e outros equipamentos sempre ligados, revela um estudo da Deloitte para a Siemens. Na avaliação feita a 29 países da Europa, as nossas empresas têm apenas 30 pontos, abaixo da média de 37 pontos e atrás de países como Espanha, Itália ou Malta.

O estudo The Digital Enterprise Reality: Europe & Portugal revela que “apesar de estas tendências de tecnologia estarem disponíveis, as empresas estão ainda apreensivas quanto à adoção das mesmas. A falta de recursos humanos com capacidades tecnológicas torna ainda mais difícil melhorar a posição neste ranking“, refere a Deloitte. Esse atraso tem custos para a competitividade das empresas, segundo Rui Costa, diretor-geral de TI da Siemens Portugal, que sublinha as vantagens da redução de custos e de ganhos na produtividade das empresas mais digitalizadas, nomeadamente na “indústria, em que a aplicação de tecnologia digital em diferentes processos de produção pode aumentar a produtividade até 20%” ou na “área da saúde, onde investir em tecnologias garante retornos de 30%“.

A nível da tecnologia denominada Internet das Coisas (equipamentos ligados pela internet), Portugal está bem colocado, na 10.ª posição, já que “funciona como incubadora para alguns projetos de última tecnologia e possui diversas startups nesta área“. Já nos indicadores relativos a tecnologia móvel, surge abaixo da média, porque “apesar da elevada penetração de smartphones em Portugal, as empresas não estão a assegurar condições para os trabalhadores acederem aos sistemas da empresa em contexto móvel“.

No que respeita às redes sociais, as empresas estão ainda numa fase de transição, uma vez que “a maior parte não tem uma política formal para o uso/comunicação através de redes sociais“. Também o manancial de informação fornecido pelo Big Data (dados fornecidos pelos utilizadores que interagem com a empresa através das novas tecnologias) acaba desprezado pelas empresas nacionais, também desconfiadas da adesão à Cloud Computing, com apenas 16 pontos de uma média de 29.

As empresas que ainda não começaram a trabalhar na sua modernização deverão fazê-lo, para assegurar a entrada no comboio da competitividade, não só em Portugal mas também no mundo“, diz Rui Costa.

Fonte: DinheiroVivo

Incentivo Fiscal à Capitalização das Empresas

O estatuto dos benefícios fiscais prevê um benefício fiscal às entradas de capital realizadas em dinheiro pelos sócios na constituição da sociedade ou no aumento do capital social.

Este benefício fiscal corresponde à dedução ao lucro tributável das sociedades de uma importância correspondente à chamada remuneração convencional do capital social, que corresponde a 5% das entradas realizadas.

Esta dedução fiscal é efetuada no ano em que ocorram as entradas em dinheiro e nos três anos seguintes, contudo este benefício tem condições:

  • A sociedade tem de ser qualificada como micro, pequena ou média empresa;
  • Os sócios que participem na constituição da sociedade ou no aumento do capital sejam exclusivamente pessoas singulares;
  • Sociedades de capital de risco ou investidores de capital de risco;
  • E o seu lucro tributável não seja determinado por métodos indiretos, o que na prática significa que não se aplica às sociedades no regime simplificado.

Fonte: TSF

SEPA o que é?

A SEPA (Área Única de Pagamentos em Euros) é um espaço geográfico onde particulares, empresas e outros agentes económicos podem efetuar e receber pagamentos em euros, em idênticas condições, direitos e obrigações, qualquer que seja a sua localização, sendo eliminadas as diferenças entre os pagamentos nacionais/domésticos (efetuados dentro das fronteiras de um país) e os transfronteiriços (entre países).

É uma iniciativa política da Comissão Europeia e permite aos consumidores, empresas e organismos públicos, ordenar e receber pagamentos em euros, tanto entre países (pagamentos transnacionais), como dentro dos mesmos (pagamentos nacionais), utilizando uma única conta bancária e sob as mesmas condições, direitos e obrigações.

Considera-se a SEPA como a última etapa da construção da União Económica e Monetária e consequentemente da introdução do euro. Conta com o apoio do Banco Central Europeu, dos Governos dos Estados-Membros da UE e dos respetivos Bancos Centrais.

Em concreto, a SEPA revela a criação de uma área onde não existe distinção entre pagamentos nacionais e europeus, nas operações em euros.

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Windows 10 é agora 30% mais rápido que o Windows 7

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Esta semana ficou marcada pelo lançamento do Windows 10 Threshold 2 que trouxe até ao novo sistema operativo da Microsoft várias novidades interessantes que podem ser vistas aqui.

Apesar da empresa de Redmond não ter dado muitos detalhes sobre esta grande actualização, algumas horas depois foi revelado que com esta actualização o Windows 10 passa a ser 30% mais rápido que o Windows 7.

O Windows 7 continua a ser o sistema operativo mais usada em Desktops. Em termos de números, o Windows 7 corre em 50% dos PCs em todo o mundo o que significa que um em cada dois PCs tem instalado este sistema.

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Com o lançamento da grande actualização de Novembro a Microsoft revelou que o Windows 10 é agora 30% mais rápido que o Windows 7, incluindo tempo de boot. Esta é uma revelação interessante até porque alguns utilizadores com o Windows 7 dizem que não têm vontade para mudar para o Windows 10 pelo facto de considerarem que o sistema que usam actualmente garante um melhor desempenho.

Fonte:pplware

TOC – AUTOMATIZAR PROCESSOS

Os profissionais de contabilidade assumem-se, cada vez mais, como consultores fiscais e financeiros dos seus clientes. Mais do que tratar das contas e responder às obrigações legais, o seu conhecimento está a tornar-se imprescindível para uma boa gestão empresarial.

Mas, infelizmente, o tempo não estica e os TOC acumulam tarefas. O trabalho contabilístico e fiscal é muito exigente e minucioso, mas, se utilizarem as ferramentas certas, não precisa de ser moroso.

As tecnologias podem tornar-se nas maiores aliadas dos profissionais de contabilidade, uma vez que permitem simplificar os processos contabilísticos e torná-los mais eficientes.

E se os profissionais de contabilidade pudessem diminuir o tempo passado a conferir os movimentos bancários com os movimentos realizados na contabilidade? E se, para além disso, reduzissem também a probabilidade de erro ao fazê-lo?

A Rebortec, dá-lhes essa possibilidade, uma vez que a reconciliação bancária pode ser feita de forma automática, através da importação de um de um ficheiro, com auxílio das ferramentas disponíveis.

Contacte-nos e saiba como podemos ajudar.

Fidelização de Clientes

Para a maioria das empresas, é comum que apenas 20% dos clientes sejam responsáveis por 80% do lucro conseguido. À partida deveria ser mais fácil manter clientes do que ganhar novos, mas nem sempre assim é. Ao contrário do que acontece com a aquisição de novos clientes, para os fidelizar não precisam de grandes manobras de marketing. São os pequenos gestos (e quase grátis) que fazem a diferença.

 

Tratem os clientes pelo nome – Só conseguirão fidelizar verdadeiramente clientes se apostarem em construir uma boa relação com eles. Para isso, esqueçam um tratamento demasiado formal e comecem por tratá-los pelo nome. Assim, não só conseguirão destacar-se da concorrência, como certamente irão proporcionar uma experiência diferente ao cliente.

Personalizem as mensagens – Da mesma forma, por que não escolher um conjunto de clientes mais fiéis, que vos comprem mais produtos e/ou serviços, e personalizar as mensagens para eles? Alguns negócios enviam, por exemplo, um postal escrito à mão aos clientes no dia do seu aniversário.

Sejam tão (ou mais prestáveis) depois de fechar uma venda – Sejamos honestos: o principal objectivo de todos os negócios é fazer lucro. Contudo, se quiserem manter clientes, devem prestar um acompanhamento irrepreensível após a venda; caso contrário, poderão correr o risco de nunca mais vos comprarem nada. O apoio ao cliente é fundamental e devem sempre fazer por atender às queixas e preocupações que vos são apresentadas. Lembrem-se: ao reclamar, o cliente está a dar-vos uma oportunidade de resolver o problema e de melhorar a vossa empresa.

Comuniquem com os clientes quando eles menos esperam – Para quê esperar pelas épocas festivas para comunicar com os vossos clientes? Toda a gente envia mensagens de Natal, Ano Novo e Páscoa. Se seguirem a mesma linha, dificilmente conseguirão destacar-se da concorrência. Apostem em comunicações espontâneas, que acrescentem valor ao dia-a-dia dos clientes. Para tal é importante manter uma base de dados de contactos actualizada e é fundamental comunicar através das redes sociais e de newsletters.

Não se esqueçam da importância da linguagem corporal – Este aspecto é muito importante, sobretudo se tiverem um negócio com atendimento presencial ao público. É verdade que somos todos humanos e nem sempre estamos bem-dispostos, mas devem fazer por passar uma atitude positiva sempre que contactarem com clientes. Um sorriso, por exemplo, pode ser suficiente.

Criem um sistema de incentivos – Dêem aos clientes um motivo para recorrer a vocês após a primeira compra. Há pequenas campanhas de incentivos que resultam bem: “Pague um, leve dois”, promoções exclusivas para clientes antigos, oferta de alguma coisa com a compra de um produto/serviço, ou até oferta de cupões de descontos são alguns exemplos.

Abram excepções – Cada cliente tem características e necessidades diferentes, mas todos gostam de se sentir especiais. Façam tudo o que estiver ao vosso alcance para ir ao encontro das expectativas deles, mesmo que, por vezes, isso implique abrir algumas excepções aos clientes mais frequentes e leais (como comunicar-lhes descontos antecipadamente, por exemplo).

Comunicação de Operações e Posições com o Exterior

As empresas estão obrigadas a comunicar ao Banco de Portugal as respectivas transacções e posições com o exterior, nos termos da Instrução nº 27/2012, de 17 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Instrução nº 56/2012 e Instrução nº 3/2013. Esta informação é indispensável para a produção regular das Estatísticas da Balança de Pagamentos e da Posição de Investimento Internacional de Portugal.

Entidades abrangidas
Todas as pessoas colectivas residentes em Portugal, ou que nele exerçam a sua actividade, que efectuem operações económicas ou financeiras com o exterior ou que realizem operações cambiais, num total anual superior a 100 000 euros.

Periodicidade de comunicação
Mensal, até ao 15 dia útil após o final do mês a que os dados se referem.
O primeiro reporte deve ser realizado entre Janeiro e Abril de 2013 com informação referente ao mês anterior.

Consulte-nos e saiba como pode faze-lo automaticamente.

Cheques Devolvidos

No dia 4 de Outubro entraram em vigor novas regras relativas às comissões sobre a devolução de cheques. De acordo com a Lei, os bancos deixam de poder cobrar comissões ao beneficiário – quem aceita o cheque em pagamento – pela devolução do cheque, nas seguintes situações:

  • Falta ou insuficiência de provisão – quando, respectivamente, o saldo da conta de depósitos é zero ou não chega para permitir o seu pagamento pelo banco;
  • Conta encerrada – quando foi extinto o contrato de depósito por iniciativa do cliente ou do banco;
  • Saque irregular – quando existe divergência ou insuficiência de assinatura;
  • Conta bloqueada – quando o saldo da conta está indisponível por decisão de autoridade judicial;
  • Conta suspensa – quando tiver falecido um dos titulares de conta colectiva e enquanto não se efectuar a partilha de bens.

Nos casos em que os bancos podem cobrar comissões relacionadas com prestação de serviços associados à utilização de cheques, estas devem estar previstas no preçário, que é obrigatoriamente disponibilizado para consulta dos clientes em todos os balcões e locais de atendimento ao público. O valor em concreto destas comissões não está fixado por lei.

REFERÊNCIAS:

Lei n.º 66/2015 de 6 de Julho
Lei n.º 23-A/2015, de 26 de Março