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Análises e Rácios

Análise financeira é a capacidade de avaliar a rentabilidade empresarial tendo em vista verificar – em função das condições atuais e futuras – se os capitais investidos são reembolsados de modo a que as receitas geradas superem as despesas de investimento e de funcionamento realizadas num dado período de tempo.

Através da análise financeira pode-se não só analisar o desempenho histórico da empresa como avaliar a sua atual situação financeira. Podemos verificar se esta se encontra dentro dos parâmetros médios do setor, compreender as políticas seguidas por um concorrente, ou verificar a saúde financeira da empresa através do grau de cumprimento dos objetivos propostos.

 

Compreender o passado é uma necessidade para objetivar o futuro, pelo que da análise financeira surge naturalmente o planeamento financeiro, que os gestores utilizam para:
– estabelecer objetivos concretos,
– antecipar surpresas,
– avaliar se a empresa tem disponibilidades suficientes para fazer face aos seus créditos
– e/ou se dá boa aplicação aos seus excedentes de tesouraria.

Os rácios económico-financeiros são um instrumento prático para resumir dados e comparar o desempenho das empresas, ajudando-as a fazer as perguntas certas.

Estes rácios subdividem-se em quatro grupos:

  • Rácios de endividamento: importantes para as análises de concessão de empréstimos junto de entidades financeiras de crédito;
  • Rácios de liquidez: utilizados como complemento dos rácios anteriores para conhecimento da capacidade da empresa em dispor desse dinheiro;
  • Rácios de rendibilidade: servem para avaliar a eficiência com que as empresas utilizam os seus ativos;
  • Rácios de valor de mercado: servem para analisar dados que não constam da contabilidade da empresa, combinando dados contabilísticos com dados do mercado de capitais.

 

Todos estes rácios carecem de critérios de comparação, possível via a análise dos resultados de anos anteriores ou a média do setor de atividade (publicada periodicamente pelo INE – Instituto Nacional de Estatística).

A correlação entre diferentes rácios pode determinar se a informação fornecida é a mesma, evitando que se calculem e analisem rácios de forma duplicada. Por outro lado, quando não há correlação, analisar ambos os indicadores permite obter informação adicional.

Habitualmente os valores de balanço são utilizados nos rácios financeiros e os da demonstração de resultados nos rácios económicos.

Não existe nenhum padrão internacional para os rácios económico-financeiros, pelo deve prevalecer a reflexão e o bom senso à cega aplicação das fórmulas. Deve existir seletividade na escolha dos rácios pois, frequentemente, rácios diferentes proporcionam a mesma informação, sendo necessária uma base de referência para permitir a avaliação da situação financeira de uma empresa.

Fonte: Artsoft