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Empresas ainda usam tecnologia com desconfiança

As empresas portuguesas ainda estão numa fase “emergente” na adoção de tecnologias de informação, apesar da elevada penetração de smartphones e outros equipamentos sempre ligados, revela um estudo da Deloitte para a Siemens. Na avaliação feita a 29 países da Europa, as nossas empresas têm apenas 30 pontos, abaixo da média de 37 pontos e atrás de países como Espanha, Itália ou Malta.

O estudo The Digital Enterprise Reality: Europe & Portugal revela que “apesar de estas tendências de tecnologia estarem disponíveis, as empresas estão ainda apreensivas quanto à adoção das mesmas. A falta de recursos humanos com capacidades tecnológicas torna ainda mais difícil melhorar a posição neste ranking“, refere a Deloitte. Esse atraso tem custos para a competitividade das empresas, segundo Rui Costa, diretor-geral de TI da Siemens Portugal, que sublinha as vantagens da redução de custos e de ganhos na produtividade das empresas mais digitalizadas, nomeadamente na “indústria, em que a aplicação de tecnologia digital em diferentes processos de produção pode aumentar a produtividade até 20%” ou na “área da saúde, onde investir em tecnologias garante retornos de 30%“.

A nível da tecnologia denominada Internet das Coisas (equipamentos ligados pela internet), Portugal está bem colocado, na 10.ª posição, já que “funciona como incubadora para alguns projetos de última tecnologia e possui diversas startups nesta área“. Já nos indicadores relativos a tecnologia móvel, surge abaixo da média, porque “apesar da elevada penetração de smartphones em Portugal, as empresas não estão a assegurar condições para os trabalhadores acederem aos sistemas da empresa em contexto móvel“.

No que respeita às redes sociais, as empresas estão ainda numa fase de transição, uma vez que “a maior parte não tem uma política formal para o uso/comunicação através de redes sociais“. Também o manancial de informação fornecido pelo Big Data (dados fornecidos pelos utilizadores que interagem com a empresa através das novas tecnologias) acaba desprezado pelas empresas nacionais, também desconfiadas da adesão à Cloud Computing, com apenas 16 pontos de uma média de 29.

As empresas que ainda não começaram a trabalhar na sua modernização deverão fazê-lo, para assegurar a entrada no comboio da competitividade, não só em Portugal mas também no mundo“, diz Rui Costa.

Fonte: DinheiroVivo